Enquento ela lê, ele olha para ela, insistente, incisivo, hipnotizado. Isso a incomoda? Não parece ela importar-se, segue seu relato, inalterada, concentrada.
O discurso sobre o amado escritor, da África para o papel, para o mundo, para ela. E ela fala, fala, fala. Junta os discursos, emenda os mundos, foca e desfoca; empolgada, excitada.
Ele continua a olhar, sorri às vezes, vez em quando desvia-se ao netbook. Afinal, que tanto escreve ele?
Professora, mestre, doutora. Muitas viagens, muitas histórias... O que irá esconder-se sob o fervor acadêmico? À noite, sobre travesseiro, virá alguma literatura tocar-lhe a face, penetrar nela, ou adormecerá sonhando literaturas que lhe escrevam fantasias num tom bastante verossímil?
Especialmente para Cleudene Aragão
01/09/2011
Brigadinha, amiga escritora. Amei o texto!!!
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