sábado, 17 de setembro de 2011

Das cartas que eu não mando...IV

No dia em que completamos dois meses separados depois do quase desastroso encontro físico, não te escrevi. Não houve poema, não houve canção, mas pensei em ti, pensei muito, e, à noite, quando adormeci, apareceste em meus sonhos. Desta vez não parecias real, não parecias o meu bem, sempre tão lindo, tão envolvente. De ti só a voz soava-me igual, "re linda". Mas teu rosto era outro , teu cabelo era outro e o teu beijo não tinha sabor. Eu não sentia que eras tu, não te reconhecia. Eu dizia isso pra mim, no sonho, na realidade. Te buscava... Queria tanto te encontrar de verdade. Não por necessidade de te falar algo, já falei tanto... Preciso te ouvir e ficar ali, declinada sobre teu ombro, sentindo teu cheiro, tua respiração. Quero a paz de sentir-te assim, em tua doçura; e ficar ali repousada simplesmente. Como se não houvesse tempo, como se não houvesse nada.
16/09/2011

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