Há tanto tempo não te falava, meu amor. Não conversava contigo como nos velhos tempos, sem uma briga no meio que deixava tudo meio cinza. Te reconheço outra vez. Porém já não trago comigo a certeza de antes e já não sei me entregar naturalmente como fazia outrora. Penso, repenso, peso os detalhes e fico sempre na dúvida: fiz o certo? Se é que o certo existe...
11/09/2011
"Lenguajes" é uma proposta de interação através de poemas, canções e discussões, sejam estes em português, em espanhol ou da forma que convier à velha(não tão velha assim)cachola. Com bom humor ou não, e vez em quando com uma lágrima doce...
sábado, 17 de setembro de 2011
Das cartas que eu não mando...II
Qué difícil es aceptar, convivir con esta angustia que me consume los pensamientos, los respiros...Me borraste en fin? Me quedo preguntando, resulto sin respuestas. Por dónde andarás, qué cosas probaste y qué has sentido en este tiempo en que no estoy. ¿Ha sido fácil para vos? Para mí es como que imposible. Pienso en vos todos los días, por horas. Me olvido las cosas. Con el mismo deseo siempre: que vuelvas a mí. Aunque ya no me llames "mi amor".
Volvé a mí, haceme un mimo, decíme algo dulce. Habla de mis manos, decíme "te extraño".
Por cuánto tiempo estarás en mi mente, pegado como un chicle, un grudo... Quizás no te quiera borrar. Acordar los momentos con vos es como volver a vivirlos, es como sentirte otra vez. Y cómo deseo sentirte... Tus manos a dibujarme, tu voz a retarme, a frenarme, cuando querías mucho, mucho más. Y qué perfección el beso, tus ojos cerrados como en un sueño; y yo a entregarme, a darte cada trocito de mi cuerpo, de mi alma. No, no quiero olvidarte.
04/08/2011
Volvé a mí, haceme un mimo, decíme algo dulce. Habla de mis manos, decíme "te extraño".
Por cuánto tiempo estarás en mi mente, pegado como un chicle, un grudo... Quizás no te quiera borrar. Acordar los momentos con vos es como volver a vivirlos, es como sentirte otra vez. Y cómo deseo sentirte... Tus manos a dibujarme, tu voz a retarme, a frenarme, cuando querías mucho, mucho más. Y qué perfección el beso, tus ojos cerrados como en un sueño; y yo a entregarme, a darte cada trocito de mi cuerpo, de mi alma. No, no quiero olvidarte.
04/08/2011
Das cartas que eu não mando...
No me gusta cuando te callas porque sé que estás ausente, y tu ausencia me hace daño, me duele, me hiere. Cuántos días con vos, siempre con vos. De un país a otro de un habla a otra con pensamientos que se encontraban, con voces que se querían. Cómo se querían...
Extraño a veces cuando eras todavía un sueño y en él me querías como nadie me supo querer. Ay dulce ilusión que me hizo tan feliz en tantos momentos. Allí senti ser amada y cómo era dulce aquel amor de mentira.
Ya no estás, no me llamas, quizás me olvidaste. Y yo, ¿cómo te olvido? Necesito aprender. Pero qué triste es tener que olvidar algo tan lindo, tan sincero. El tiempo se encargará de hacerlo. Eso lo espero. Tiempo, tiempo tiempo...
04/08/2011
Extraño a veces cuando eras todavía un sueño y en él me querías como nadie me supo querer. Ay dulce ilusión que me hizo tan feliz en tantos momentos. Allí senti ser amada y cómo era dulce aquel amor de mentira.
Ya no estás, no me llamas, quizás me olvidaste. Y yo, ¿cómo te olvido? Necesito aprender. Pero qué triste es tener que olvidar algo tan lindo, tan sincero. El tiempo se encargará de hacerlo. Eso lo espero. Tiempo, tiempo tiempo...
04/08/2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Porque tudo é literatura...
Enquento ela lê, ele olha para ela, insistente, incisivo, hipnotizado. Isso a incomoda? Não parece ela importar-se, segue seu relato, inalterada, concentrada.
O discurso sobre o amado escritor, da África para o papel, para o mundo, para ela. E ela fala, fala, fala. Junta os discursos, emenda os mundos, foca e desfoca; empolgada, excitada.
Ele continua a olhar, sorri às vezes, vez em quando desvia-se ao netbook. Afinal, que tanto escreve ele?
Professora, mestre, doutora. Muitas viagens, muitas histórias... O que irá esconder-se sob o fervor acadêmico? À noite, sobre travesseiro, virá alguma literatura tocar-lhe a face, penetrar nela, ou adormecerá sonhando literaturas que lhe escrevam fantasias num tom bastante verossímil?
Especialmente para Cleudene Aragão
01/09/2011
O discurso sobre o amado escritor, da África para o papel, para o mundo, para ela. E ela fala, fala, fala. Junta os discursos, emenda os mundos, foca e desfoca; empolgada, excitada.
Ele continua a olhar, sorri às vezes, vez em quando desvia-se ao netbook. Afinal, que tanto escreve ele?
Professora, mestre, doutora. Muitas viagens, muitas histórias... O que irá esconder-se sob o fervor acadêmico? À noite, sobre travesseiro, virá alguma literatura tocar-lhe a face, penetrar nela, ou adormecerá sonhando literaturas que lhe escrevam fantasias num tom bastante verossímil?
Especialmente para Cleudene Aragão
01/09/2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Inadequações
Leio e releio os escritos da noite passada. Tô inerte agora. Pessoas em redor falam sobre coisas diversas, tento me encontrar em alguma das conversas. Não me encontro. Como sempre não me encontro. Pra mim é sempre difícil a compatibilidade. Talvez eu precise de um conhaque, não, melhor um uísque, não gosto de conhaque, melhor ainda, melhor uma cerveja, o clima está quente demais pra um uísque. Mas irei dirigir e não posso tomar cerveja. Ai, perdi-me nesse papo alcóolico. Ao começo<<<
Sobre ontem, ah ontem... Ah um mês atrás a partir de ontem... Que saudade desgraçada!
13/08/2011
Sobre ontem, ah ontem... Ah um mês atrás a partir de ontem... Que saudade desgraçada!
13/08/2011
Recuerdos...
Quando penso que te esqueço a tua lembrança volta a mim. Forte, incisiva, persistente. Como o teu "no quiero que me olvides". Pareces ter o poder. Pareces me controlar às vezes, e eu não gosto de ser controlada, quase nunca. Creio que é a primeira vez que te escrevo em português. Terá isso algum significado, discipulo de Freud?
Hoje faz exatamente um mês que fizemos amor pela primeira, única e talvez última vez. Será por isso que sinto tua falta tão presente em mim neste dia? Talvez... Não sou boa com o inconsciente, subconsciente, nem com o significado das lembranças. Deixo pra você. Desvende o enigma and explain for me, please!
Ai meu querido, que peça nos pregou essa maquininha num canto do quarto. Quem diria que o acaso me levaria tão longe e te deixaria tão perto... Sempre que fecho os olhos consigo lembrar cada detalhe do teu rosto: a cicatriz na sobrancelha direita, as covinhas no rosto cada vez que você ria, o teu olhar dividido entre envergonhado e orgulhoso quando eu cantava pra você.
Lembro da primeira vez que te olhei. Como te achei lindo...
Paro no tempo, adentro meus pensamentos e lá te encontro, de pé, mudando as estaçoes no velho rádio da cozinha, bailando reggaeton, sambando. Ainda consigo ouvir tua voz em meu ouvido: "no, mi amor. No llores, mi amor". Era incrível te ouvir me chamar assim. Não importa quantas palavras eu diga em português ou em castelhano. Elas não traduzem a minha sensação ao te ouvir me chamar "mi amor".
Sinto tanto a sua falta, meu bem... É difícil pensar que pra você eu talvez não tenha sido importante. Dói tanto quando alguém me diz isso.
Um mês... E ainda sinto o gosto do teu beijo, o perfume do teu pescoço, o calor das tuas mãos.
original 12/08/2011
Hoje faz exatamente um mês que fizemos amor pela primeira, única e talvez última vez. Será por isso que sinto tua falta tão presente em mim neste dia? Talvez... Não sou boa com o inconsciente, subconsciente, nem com o significado das lembranças. Deixo pra você. Desvende o enigma and explain for me, please!
Ai meu querido, que peça nos pregou essa maquininha num canto do quarto. Quem diria que o acaso me levaria tão longe e te deixaria tão perto... Sempre que fecho os olhos consigo lembrar cada detalhe do teu rosto: a cicatriz na sobrancelha direita, as covinhas no rosto cada vez que você ria, o teu olhar dividido entre envergonhado e orgulhoso quando eu cantava pra você.
Lembro da primeira vez que te olhei. Como te achei lindo...
Paro no tempo, adentro meus pensamentos e lá te encontro, de pé, mudando as estaçoes no velho rádio da cozinha, bailando reggaeton, sambando. Ainda consigo ouvir tua voz em meu ouvido: "no, mi amor. No llores, mi amor". Era incrível te ouvir me chamar assim. Não importa quantas palavras eu diga em português ou em castelhano. Elas não traduzem a minha sensação ao te ouvir me chamar "mi amor".
Sinto tanto a sua falta, meu bem... É difícil pensar que pra você eu talvez não tenha sido importante. Dói tanto quando alguém me diz isso.
Um mês... E ainda sinto o gosto do teu beijo, o perfume do teu pescoço, o calor das tuas mãos.
original 12/08/2011
Deseo
Tengo ganas de guardar todas tus palabras, sin olvidarme ninguna. Cada detalle de tus pensamientos que me envías a través de palabras escritas. A través de ellas puedo sentir tu deseo tan cerca, como si estuvieras aquí, como si estuvieras en mí. Pero estás tan lejos, mi amor.
Me miras desde lejos y es como si estuviera delante de ti, pero sin respiro, sin olor, sin sabor... Y respiro tan hondo, huelo a hembra y a chocolate y tengo el gusto porque esperas.
No consigo saber en qué momento empecé a quererte, a desearte. Pienso y no logro acordarme el momento en que te hiciste tan presente y necesario. Pero te hiciste, aunque a miles de quilómetros, aunque no tengas todavía respiro, olor ni sabor.
original hecho 27/05/2011.
Me miras desde lejos y es como si estuviera delante de ti, pero sin respiro, sin olor, sin sabor... Y respiro tan hondo, huelo a hembra y a chocolate y tengo el gusto porque esperas.
No consigo saber en qué momento empecé a quererte, a desearte. Pienso y no logro acordarme el momento en que te hiciste tan presente y necesario. Pero te hiciste, aunque a miles de quilómetros, aunque no tengas todavía respiro, olor ni sabor.
original hecho 27/05/2011.
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