domingo, 4 de dezembro de 2011

A arte do encontro III

Apesar de um primeiro momento tão agradável, ela não permaneceu pensando nisso. Não pensou muito nele depois. Tinha a cabeça ocupada com um outro de acento bem mais parecido com o dela. Esse também andava distante e possuía o doce veneno dos homens belos e jovens. Mais ainda, era músico e mulherengo, declaradamente. Nada promissor, mas entorpecedor como um bom veneno deve ser. E ela esperava por ele todos os dias, ansiosamente, como se a luz do programinha de conversação lhe transmitisse energia cada vez que acendia com o nome dele. Era uma romântica incorrigível, apesar da aparência contrária que fazia todos concluírem o inverso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário