segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A um final de domingo...

Acordei às onze da matina, e agora, quase treze horas depois, não tenho sono para voltar à cama. Assisto à tv que, por incrível que pareça, transmite algo ao qual vale a pena dar um pouco de atenção, quiçá porque talvez já passe da meia-noite e já não seja domingo.
Estou aqui fazendo o que sempre faço: perdendo o foco. Exercitando a minha incrível capacidade de desconcentrar-me. Pra bem falar a verdade, estou aqui fugindo da internet, que creio às vezes ser uma das reforçadoras do talento que tenho de perder-me em emaranhados de pensamentos nos quais, depois de certo tempo, não consigo encontrar o caminho de volta. Onde eu estava mesmo?
A moça na tv faz coisas demais: atriz, fazendeira, idealista, participante de ONG, etc., etc., etc. Sempre sinto-me inútil quando vejo gente assim tão competente. Fico pensando: caramba, como faço pouca coisa... Acho que isso me deixa meio deprimida. Melhor mudar de assunto.
Tento entender por que me perco tanto. Parece que transfiro à vida a possibilidade de abrir muitas abas ao mesmo tempo, enquanto em uma delas tento me convencer em 140 caracteres. Minha prolixidade faz cair tudo por terra, e fico caminhando entre uma aba e outra, tentando, em vão, desenvolver um design incrível que comporte ícones que tornem o acesso divertido e links que tenham conteúdos interessantes infinitamente.
Agora a mulher na tv fala de um novo roteiro que produz junto com uma jovem que, pelo sorriso que a atriz deixou escapar, também deve ser responsável por revisar o texto ao final de cada capítulo.
Meu estômago dói e acaba mais um bloco do programa. Melhor tentar dormir, afinal, amanhã é segunda-feira, dia de estar OBRIGATORIAMENTE conectada desde cedo. É uma pena, mas são poucos os dias que começam às 11 da manhã. Saindo... Status: off line.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Encontro sem marcas


quantas caras terão o desejo
quantas a sedução
de que cor apresenta-se a tentação
nos espelhos, nas ruas, nos monitores
cheiro, toque, voz
so um
um de cada vez
tudo ao mesmo tempo
uma versão completa que nao convence
uma versão cortada que surpreende
pega fogo, incendeia
e é só metade
senão um quarto
num quarto de solidão
sem encontros
muitos esbarros.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011


E eis que chegaste 2011, chegaste bem, em clima de samba, entre fogos com cheiro de céu e de mar. Sentimentos de amizade pairam sobre mim neste início de ano que me toma nos braços e fica ali mudinho sem pistas do que será o desenrolar de tudo isso.
Há pouco li o primeiro post do blog pessoal de um amigo, título do post "Epifanias de um cafajeste" algo tão sugestivo não poderia passar por mim e deixar de ser lido, confesso entretanto que a escolha da palavra "epifanias" tornou tudo muito mais atraente, adoro essa palavra. Lembro-me de ter algumas palavras favoritas mas de nunca lembrar quais são quando alguém me pergunta. Pois bem, epifania seguramente é uma delas, quiçá pelo simples motivo de que por muito tempo não lhe sabia o significado, apesar deste ter realmente tudo a ver com a sonoridade da palavra.
Sinto que estou começando a delirar, quem sabe uma dose de vinho por dia, como recomendam os especialistas, me deixasse um pouco melhor. Mas melhor em qual sentido mesmo? Deixemos isso de lado. Voltando às palavras, há pouco perguntavam na tv qual a palavra favorita das pessoas e todos sacam seus clichês: amor, amizade. Isso lá tem sonoridade??? Palavra bonita é paralelepípedo, escarlate e claro EPIFANIA.
2011 é ainda uma incógnita, como todo início de ano. As esperanças e perspectativas são as melhores possíveis, e enquanto não encontro o valor de X nem de Y vou ficando por aqui a esperar ter várias boas epifanias ao longo deste 2011 ainda engatinhante.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Tchau 2010, que venha 2011!


Eita dois mil e dez véi desmantelado! Passou tão rápido que nem me dei conta, de repente, putz! Mais um ano! Mais um ano no calendário, na minha vida. Primeira ruga? Ai caraca! Nem lembrei que já era época de começar a usar renew- avon, me manda aí o jabá pelo merchand-.
Se passou rápido deve ter sido bom, não é assim a teoria da relatividade com relação ao tempo? Um menos otimista dirá: que nada, você é que tava ocupada demais trabalhando feito um burro de carga. Melhor não pensar nisso... Foi bom e pronto, não venham botar areia na minha farofa, até porque, não gosto muito de farofa nem da sua forma tradicional.
Meu ano quase todo foi uma expectativa com relação a um acontecimento do ano anterior, acho que ainda estava em 2009.rs À espera da resposta do Estado, ou melhor, das respostas. Eita concurso que não acabava mais de ter fases!!! Feliz agora né, governadora? Prova, curso, prova, posse, exercício. Ufa! Estou professorinha agora, boa! Objetivo alcançado. Devo confessar que não lembro das outras promessas feitas para este ano. Memória fraca, desta vez acho que vou anotar tudinho, pra no final de 2011 ler e perceber que minha memória fragiliza-se a cada dia.
Apesar da memória ruim, consigo lembrar que passei o reveillon de vermelho, com uma forte vibração: uma paixão fulminante neste 2010! Bom, devo confessar: parece não ter dado certo... Andei meio entediada com os garotos, se eu tivesse um certo lado LGBT, ou sei la como é agora, talvez tivesse conseguido algum êxito. Mas confesso irredutivelmente: sou completamente fêmea no mais primitivo do sentido. Melhor só deixar mesmo os ouvidos mais atentos e o faro mais aguçado. Quem sabe 2011...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pero hoy no quiero todo

Pero hoy no quiero todo
Hoje quero apenas aquela parte de ti
Aquela que alisa meus cabelos
Que desliza pelo meu rosto
Que me toca os lábios
De leve
Como se fosse nuvem
Como se fosse sonho
Quero de ti a parte que fala em silêncio
Num sorriso doce
Quero de ti a esperança de adormecer num riso
Quero tanto de ti...
Pero hoy no quiero todo
Hoje quero apenas a certeza de poder adormecer
Despercebida em teus braços
De amanhecer calmamente
Como se pudesses proteger-me
Como se o céu existisse
Quero muito de ti
Pero hoy no quiero todo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010


Dime lo que deseas
Dime con la urgencia de los enfermos en dolor
Suena a mí tu voz
Dime suspirado
Háblame aquí
Sóplame tu pedido
Enséñame tu ansia
Repite a baja voz
Dímelo, dímelo, dímelo...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010



porque ser assim, é meio, sabe... estranho
como é ser de outro jeito?
se é?
tá logo ali, tá tudo assim, certinho
é simples, é fácil, é como se diz... simplezinho
que tédio de ser
ser o que mesmo?
ah, isso!
isso. hehe
és?
Ah, para com isso, toca esse bonde
chama o vizinho
canta ai!
ahhhh que ser assim é ser tão...SER
cheira a céu, cheira a chão.
enquanto a terra me toca o pé,
ouço um grito ao longe.
para, que tô entediada.
quero um café
e traz um vinho, tinto!
esquente-me os pés
limpe o barro
adoça-me a boca
torne-a escarlate
lembre-se por que as amoras são vermelhas.